Um governo sem compaixão

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30/12/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Em coletiva de imprensa, governador José Ivo Sartori realiza balanço da gestão no ano de 2015 | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

A reivindicação do discurso de proteção aos desamparados, o discurso de compaixão que ocupou a política de bem-estar social, discurso que fazia do Estado o protetor da sociedade e de seus servidores foi apontado como característica do discurso político por Hannah Arendt em sua obra Sobre a Revolução. Sua característica se define pelo apoderamento pelo Estado do sofrimento dos pobres, indigentes e excluídos para converte-lo em argumento por excelência da política e sempre incluiu o horizonte do serviço público em sua argumentação. Por esta razão os servidores públicos tiveram reconhecidos em seus estatutos inúmeros direitos de proteção ao trabalho que transformaram tais instrumentos legais em referência: do direito a liberação de horas de trabalho para realizar estudos a liberação de horas para tratamento de familiar doente, o Estado sempre nutriu compaixão pelos servidores públicos e a iniciativa privada, através da legislação social, em muito imitou os direitos conquistados pelos servidores públicos.

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