Êxtase do Terror: como fica o campo do direito?

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As ações do terrorismo do Estado Islâmico são um rico horizonte para a reflexão dos operadores de direito não apenas sobre o direito internacional, mas sob o significado do estado de direito na atualidade. Afinal, a catástrofe norte-americana não é enfrentar um inimigo que não respeita o estado de direito, mas a possibilidade de um Estado impor o fim do estado de direito pelo terror. É catástrofe por que não é crise, é anomalia, é uma aberração, já que os atos de terror definem-se por serem aqueles que escapam a jurisdição da lei. O que há de misterioso para os americanos agora não é não saber de onde vem a ameaça, como foi no 11 de setembro,  mas o fato de agora que seu autor reivindica não reconhecer a lei que infringe. É o que se vê pela notícia do assassinato de mais de 400 pessoas na cidade de Palmira no último dia 25, entre mulheres e crianças, e que inspira refletir sobre o funcionamento de um sistema de valores anômalo como o do Estado Islâmico.

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